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Escrever para a web é diferente de escrever para jornais?

15.September. 2016

Jornais e WebO que é “bom conteúdo” na web? E fora da web? A meu ver, o meio não altera as exigências de qualidades do texto, apenas requer adaptações. Na web e fora da web, ele tem de ser interessante, relevante, confiável, claro, objetivo e gramaticalmente correto.

Interessada em saber o que especialistas definem como bom conteúdo para publicações virtuais, embarquei no curso Writing for the Web (EAD – Open2Study, Open Universities, Australia). O programa, transmitido em vídeo, foi desenvolvido pela jovem, experiente e competente Frankie Madden, uma user experience designer.

A resposta à minha curiosidade veio logo no começo do primeiro módulo, mas não antes de um alerta: “Antes de escrever para a web, precisamos saber como as pessoas leem na web”, disse Frankie. E demonstrou como as características da rede e o padrão de leitura dos usuários se impõem na definição da estrutura e do vocabulário do conteúdo.

A partir dessa contextualização, a especialista discorreu sobre as qualidades inerentes ao bom conteúdo:

1- estrutura em blocos, para não congestionar a página e facilitar o “escaneamento” da página pela maioria dos usuários;

2- Informações relevantes, úteis, apuradas e confiáveis;

3- Linguagem simples, com palavras, frases e parágrafos curtos; palavras de fácil compreensão;

4- Consistência de estilo relativamente às demais seções e páginas do site e a outros canais eventualmente criados pela empresa, para que “todos falem a mesma língua” (“tone of voice writing style”).

Aí estão as características do bom conteúdo… as mesmas do bom texto escrito ou falado fora da internet. Era o que eu queria comprovar. Mas Frankie ainda me reservava uma surpresa.

Ela recomendou a velha e boa pirâmide invertida (que comentarei em um próximo post em vista da atual polêmica sobre a sua serventia). E ensinou o seu propósito para uma audiência claramente composta de profissionais ou interessados em produzir conteúdo para sites. Seus exemplos foram convincentes.

Exibindo páginas de alguns sites corporativos, Frankie demonstrou que, colocadas no início do texto, as informações mais relevantes (a) entregam imediatamente o que o título promete; (b) garantem visibilidade para o que se deseja divulgar; e (c) poupam o tempo do visitante.

A pirâmide invertida, como se vê, permanece uma boa estratégia na produção de conteúdos virtuais, assim como foi e continua sendo para outros meios de publicação.

Eu não esperava tanto.

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